Charlie é um adulto que trabalha numa padaria e que estuda no tempo vago, mas ele é um adulto especial. Ele é como o próprio diz: “Retardado Mental”. Ele acha que com os testes que os médicos fazem nele, ele possa algum dia deixar de ser retardado. Quase todos os dias, ele escreve um relatório de como o dia aconteceu e de como ele foi no teste.
Um dia o médico pede para ele fazer um quebra-cabeça que é um labirinto. Burt, o médico, mostra um ratinho de laboratório para Charlie, e diz a Charlie que o ratinho Algernon é capaz de encontrar a saída do labirinto. Ele soltou Algernon, e lá o rato foi. Saída, após saída encontrando o final. Charlie achou que aquele era um rato muito esperto.
Eles desejam fazer uma cirurgia em Charlie, nunca antes feita em humanos, e a irmã Norma aprova. É para aumentar o Q.I. de Charlie. Fazê-lo inteligente. E não há ninguém mais disposto a isso do que Charlie Gordon. Os médicos explicam que apesar de ter sido um sucesso, só foi feita em ratos até então, como em Algernon. Pode acontecer muitas coisas a Charlie: Ele pode ficar superinteligente. Pode ficar inteligente e piorar, ou pode não ocorrer nada. Ainda assim, Charlie quer tentar. Ele não tem medo. E de superstição, no dia da operação leva seu pé de coelho, e sua moeda da sorte.
Eles fazem a cirurgia enquanto Charlie dorme. Quando acorda, ele pergunta quando farão a cirurgia e reclama da escuridão. Ele estava com bandagens do pós-operatório, assim não podia ver nada. É um livro escrito em forma de romance Epistolar, como no caso de cartas, mas nesse livro, Charlie relata o dia a dia dele, como os relatórios de progresso.
Charlie competia com Algernon, antes e depois da cirurgia no jogo do labirinto, no qual deveriam achar a saída, e apesar da cirurgia de Charlie, o rato sempre ganha dele. Charlie está começando a odiar o rato. Ele precisa guardar segredo sobre a cirurgia, os patrocinadores não querem ser alvo de piada caso ela dê errado. Charlie não pode contar nem para os amigos da padaria. Os doutores dão um tipo de TV para Charlie que repete palavras, algo para ajudá-lo a memorizar, mas o resultado é o que o faz virar a noite sem dormir, e não conseguir trabalhar direito na padaria por causa do barulho. A televisão trabalhava o inconsciente de Charlie, de acordo com o doutor.
No dia 29 de março, ele venceu Algernon pela 1º vez no jogo do labirinto, perdeu na 2º tentativa. Mas depois venceu 8 vezes. No trabalho, na padaria, o responsável por bater a massa estava ausente, e todos pediram para Charlie a operar. Era 1º de Abril. Achavam que ele quebraria alguma coisa, e o patrão se zangaria, mas ele a operou incrivelmente. A troça saiu pela culatra. Charlie ganhou um novo emprego, mais um aumento semanal de 5 dólares. Ainda assim, ele não podia contar para as pessoas do trabalho, ou para o chefe Donner sobre a cirurgia.
A prof. Kinnian ensinou a Charlie o uso da “vírgula” e ele começou a usá-la em todos os lugares. Ele contou sobre quando teve uma irmãzinha e a segurou no colo. A mãe dele deu um tapa forte nele, achando que ele machucaria a bebê. Apesar de agora ter quase 33 anos, Charlie não sabe como os bebês são feitos.
Charlie começa a ficar um pouco mais inteligente, e as pessoas começam a tratá-lo por “Charlie Gordon”, ou dar uma de “Charlie Gordon”. Antes ele ria de tudo, agora ele percebe que as pessoas estavam rindo dele. Ele fica muito triste. E começa a falar dele a 3º pessoa, no que concerne as memórias da infância. Ele começa a ler mais livros, e a entendê-los melhor. Ele tem lembranças de quando tinha 11 anos, e gostava de uma garota bonita chamada Harriet. Ele pede para um amigo escrever um bilhete de “Dia dos Namorados” para ele, já que Charlie não conseguia. E o amigo escreveu um monte de palavrões. Ele deixou um medalhão que tinha na porta de Harriet, com o bilhete, no dia seguinte, estava todo empolgado. No final da aula, Harriet não dirigiu a palavra a ele. Na saída da escola, ele levou uma surra dos 2 irmãos dela.
Essas memórias estavam voltando à Charlie, e os médicos encorajavam que ele as escrevessem. Antes ele falava que o exame no qual ele tinha que observar imagens nas manchas chamava-se ‘Rô Shaque”. Agora, falando certo era: “Rorschach”. Nesse teste, ele começou a ver as imagens, como dois morcegos, ou dois homens lutando com espadas, mas Charlie achava que os outros podiam achar que ele estava mentindo.
Ele estava melhorando nos trabalhos da Padaria, recebendo aumentos, mas as pessoas, inclusive o chefe, ainda não sabiam como ele fez para melhorar. Conversando com garotos da Universidade, começaram a discutir Shakespeare e Deus. E se Deus realmente existia. Isso assustou Charlie. A possível não existência de Deus assustou Charlie.
Ele tem uma memória de quando era criança e precisava ir ao banheiro. Os pais chamavam-se Rose e Matt. A mãe acreditava que ele seria capaz de ir sozinho, mas ele tinha medo, e se ele não fosse sozinho ao banheiro, ele iria apanhar. Charlie tinha muito medo. O pai dizia que ele deveria ser tratado como uma criança especial. Charlie convida a professora Alice Kinnian para o cinema. Ele gosta dela mais do que uma amiga. Mas o que ele sabe de relacionamentos ele viu apenas em livros e filmes. Ele queria beijá-la na porta de casa, mas tinha medo de ser rejeitado.
Charlie percebeu que Gimpy, um dos funcionários da padaria, cobrava menos dos clientes, e guardava a diferença do valor no seu bolso. Ficou furioso por ter sido usado todos aqueles anos como intermediário, sem saber. Não sabia o que faria. Se contaria ou não, ao senhor Donner.
Charlie foi mais insistente com a Dr. Alice, e eles marcaram um encontro no Central Park, onde haveria um Concerto de Primavera. Ele começou a discutir com professores assuntos complexos, e estes se mostravam muito limitados. A inteligência de Charlie aumentava demais.
Quando Charlie era criança, e uma amiga da irmã ia na casa dele, ás vezes, ele tinha uma ereção. A mãe o castigava severamente, dando “cintadas” nele, querendo limpar aquela sujeira da mente dele. O pai dizia que Charlie não tinha como controlar. E agora com Alice ele quase desmaiou, sem saber o que fazer. Bem, ele conheceu uma mulher no Central Park, eles se beijaram. Ela perguntou se havia algum lugar para onde poderiam ir. Charlie estava nervoso, mas não queria transparecer. Então, a mulher mostrou que estava grávida de 5 meses. Charlie gritou que aquilo era “imundo”, que transar naquela condição era “imundo”.
Charlie se lembra de quando era criança e o levaram para o Dr. Guarino, para ver se ele ficava mais inteligente. Ele ia 2 vezes na semana. Ficava preso na cama com fivelas de couro. Ele grita pela mãe, e faz xixi nas calças. Mas ao fim da sessão, o Dr. Pede que a mãe não o puna pelo xixi para que ele não conecte a ida ao médico com algo negativo. Matt, o pai de Charlie, acha muito caro 10 dólares semanais, mas a mãe de Charlie está confiante de que este doutor fará o filho mais inteligente.
Charlie estava ficando tão inteligente que começava a achar que os antigos professores dele eram uma fraude. Mas eles não eram. Eles apenas não eram os gênios que o Charlie de um Q.I. muito baixo o tomava. Eles eram pessoas normais. Numa apresentação, Charlie e o rato Algernon são mostrados ao público. São mostrados vídeos e fotos de ambos, apresentando os progressos e Charlie não esperava por isso. Ele se viu como um apessoa burra errando os testes do labirinto. Talvez por raiva ou irritação, ele acaba soltando o ratinho da gaiola, e o esconde no paletó, e ambos vão embora de lá.
Charlie e Algernon foram parar em New York. Charlie alugou um apartamento lá por 95 dólares o mês. A vizinha dele era uma pintora chamada Fay. Eles foram na casa de Charlie, e ela ficou surpresa pela arrumação que ele mantia, e também pelo piano. Eles beberam café, e ele emprestou 5 dólares a ela. Ele tomou coragem, e foi até a Barbearia, o trabalho do pai dele, no Bronx, e pediu pelo serviço completo: Cabelo e Barba. Achou que depois do corte, Matt o reconheceria, se sentiria orgulhoso por ele, mas Matt não o reconheceu, e Charlie não contou. Eles nãos e viam há mais de 15 anos.
Charlie encontrou com Alice no apartamento dela. Por mais que ele desejasse, não conseguia fazer amor com ela. Um Charlie do passado os observava, e esse Charlie o incomodava. Ele tentou imaginar que ela era Fay, sua vizinha, ao desligar as luzes. Desabotoou a roupa de Alice, mas ainda assim, não conseguira. Acabou indo embora. Pediu que ela dissesse aos outros doutores que em breve estaria de novo no laboratório. Ele comprou uma garrafa de Gin e foi bebendo no ponto de ônibus. Esperou Fay chegar em casa. E finalmente fez amor com ela. Fez amor com uma mulher.
Fay amava sair para dançar, e tem levado Charlie com ela. Eles acabam voltando para casa 2 ou 3 horas da manhã. Eles dançam de uma boate para outra, vão em muitos lugares, o que deixa Charlie muito cansado.
Eles tinham planos para incinerar Algernon e mandar Charlie de volta para o Centro Warren, mas ele não quer essas coisas de forma nenhuma. Ele disse que se conseguisse se virar, poderia morar fora da “Residência Pública e Centro de Treinamento Warren”, e os médicos concordaram que se ele tivesse um emprego, e tivesse como se manter, não precisaria voltar para aquele lugar. No Centro Warren, Thelma mostra o lugar à Charlie.
Há uma e pouca da manhã, Alice conversava com Charlie sobre Algernon, e Fay chegou pela escada de Incêndio. Então, Alice conheceu Fay. Fay estava com uma garrafa de Gin, e voltava do Stardust Ballroom. Chamaram um táxi para Alice, e ela foi para casa.
Charlie instalou uma cama no laboratório, ele parecia querer evitar Fay e as bebidas. Fay encontrara um novo namorado, um professor de dança do Stardust Ballroom, e Charlie se sentiu aliviado. Numa festa da faculdade, Charlie tem uma briga com os médicos que realizaram o experimento nele. Ele se pergunta: “Desde quando um rato de laboratório deve ser grato?” Eles tem uma grande discussão. Ele encaminha uma carta com todo o relatório ao professor Nemur e ao Dr. Strauss. Parece que o rato Algernon regrediu em sua inteligência. Se ocorreu com o ratinho, poderia ocorrer com Charlie.
No dia 17 de Setembro, Algernon faleceu. Charlie o encontrou. Ele não queria que o encineracem, por isso o colocou numa caixinha de metal e o enterrou no jardim de casa. Colocou flores lá…. Flores para Algernon. Charlie temia que o que ocorrera com Algernon pudesse estar ocorrendo com ele. Charlie tomou a resolução de visitar a mãe. Quando a encontrou só conseguiu falar: Mããã…. Rose o reconheceu e saiu correndo. Charlie quebra a porta de vidro e machuca a mão. Vai atrás da mãe, explicando que ele mudou, que fizeram uma cirurgia nele e agora ele é inteligente, mas ela parece não entender. Ele deu o relatório dele para a mãe. “O Efeito Algernon-Gordon.” Queria que ela mostrasse aos outros. Dissesse que seu filho, era afinal de contas, inteligente.
Norma, irmã de Charlie ficou muito feliz de vê-lo. Reação contrária, ao que ele esperava. A mãe apontou uma faca para Charlie, como se ele ainda fosse a criança que pudesse machucar Norma. Ele empurrou Norma, para evitar que ela recebesse a facada. Agora, depois de tanto tempo, Norma queria que ele cumprisse o papel de irmão mais velho, e fosse morar com elas, mas ele disse que tinha muitas coisas a fazer. Disse que escreveria cartas e enviaria dinheiro.
Charlie tem uma discussão com o Dr. Strauss, seu psicólogo, sobre seu ego. Sobre o antigo Charlie, e se a terapia realmente estaria levando à algum lugar. O professor Nemur queria fazer m novo teste de Rorschach nele, e quando Charlie pensou no que o teste consistiria ele esqueceu o significado. Ele estava regredindo. Se sentiu muito mal. Charlie estava se esquecendo de coisas básicas, como o lugar onde morava ou a história do livro que lera há pouco tempo.
Quando volta para casa, encontra Alice dormindo no sofá dele. Ela tinha arrumado um pouco da bagunça. Eles discutem. Ele não quer nada com ela, pois ele vai terminar no Instituto Warren, e ele tanto quando ela sabem que ela não pode seguí-lo até lá. Mas ela o beija, e eles fazem amor. Eles podem não ter o amanhã, mas tem o hoje.
Charlie foi esquecendo os idiomas aprendidos e outras coisas. Pelo dia 10 de Novembro, Charlie começara a falar errado novamente. Um médico o visitou, e ele disse que apostava corrida com um rato, que ele costumava ser um gênio, e o médico riu. Charlie sabia que estavam tirando sarro dele. Bom, Charlie continuava colocando flores no pequeno túmulo de Algernon, mesmo que as pessoas acreditassem ser uma besteira, ou perda de tempo.
Aos poucos, Charlie foi regredindo ao estado inicial. Ele explicou a situação ao antigo patrão da padaria, o senhor Donner. E por um tempo trabalhou lá, onde tinha amigos. Contudo, a situação piorou, e Charlie resolveu se internar no Instituto Warren para adultos “especiais”, ou “retardados”. Realmente um final muito triste. Ele gosta de lembrar da época na qual era inteligente. E na carta, ao despedir-se pede gentilmente para alguém, se tiver a chance, colocar algumas flores no túmulo de Algernon.

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