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62 – Mrs. Dalloway – Virginia Woolf.

Mrs. Dalloway é um dos livros que mostra algo pelo qual Woolf foi conhecida que é chamado “Fluxo de consciência”. Este livro abrange alguns dias na vida de Clarissa Dalloway. E começa dizendo que ela deveria sair para comprar as flores. E acho que também termina com flores. O livro faz uma viagem por vários e intermináveis lugares de Westminster, Londres. Alguns lugares eu já conhecia de nome como Piccadilly, mas a grande maioria nunca havia ouvido falar. Tanto é que o livro, edição de bolso da Saraiva, é acompanhado por um MAPA da ZONA central de Londres na década de 1920, e a história toma lugar em 1925. O Livro tem uma curta apresentação feita pela jornalista e apresentadora Marília Gabriela.

Agora vou citar alguns lugares por onde Clarissa ou outros personagens passam, e depois conto mais um pouco da história. Há o Palácio de Buckingham, Leadenhall Street, onde há fontes de Pedra. Mrs. Dompton gostava de passear em Margate tanto como gostaria de sobrevoar Greenwich de avião. Havia também Lidgate Circus e Ealing. Whitehall e Trafalgar Square. Humpton Court, BEDford Square, podia-se pegar um ônibus na Shaftesbury Avenue ou ANDAR na Victoria Street. Tantos Lugares. Lugares Infinitos.

Um amigo antigo de Clarissa volta da Índia, Peter Walsh. Ele está apaixonado por uma indiana, o problema é que ela é casada com um Major e tem dois filhos. Ele quer acionar os dois advogados dele para saber o que se pode ser feito a respeito. Os avogados Mr. Hooper e Mr. Grateley, de Lincoln's Inn. Peter nutria amor por Clarissa, mas não foi correspondido, pois essa se casou com Richard Dalloway. Quando ela o conheceu, ela pensou que seu nome fosse Wickham. Ele replicou: O meu nome é Dalloway!!

Clarissa tem uma amiga chamada Sally Seton, que lia Platão e Shelley. Mrs. Dalloway a considerava morena e linda. Há uma pouca e discreta relação lésbica no livro. Um beijo dado. Um segredo. Um dia Sally a beijou e foi como receber um PRESENTE, como um diamante.


Rezia, uma mulher italiana, deixou a pátria, é casada com Septimus Warren Smith, e gosta de passear pelo Regent’s Park. Eles moram em West End, Portland Place. O marido tem alguns problemas emocionais, ele pensa em suicídio. Apenas o pensamento deixou o médico da família em ALERTA, que sugere que Mr. Smith seja internado numa clínica de Repouso no campo. Rezia quer muito ter uma filhinha, mas não consegue engravidar.

As flores deveriam ser para a festa que Clarissa estava organizando. Ela está as voltas com essa festa. A Prataria tem que ser limpa, o vestido verde que escolheu estava rasgado, assim tinha que consertar. Talvez Clarissa se contentasse com pouco, pois felicidade para ela era ver um canteiro de TULIPAS ou uma criança num carrinho, em Hyde Park. O livro termina após a festa, Peter e Clarissa estão conversando.. E Um cachorro estava latindo.



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