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38 – A Chave de Sarah – Tatiana de Rosnay

A história até o meio do livro intercala paisagens entre 1942, numa batida policial que ocorreu na França para prender Judeus, e uma jornalista em 2002, Julia Jarmond que tenta descobrir a história da família judia que morava no lugar onde a família do marido mora sessenta anos após. Tem muitas pessoas que não concordam com o que ela está fazendo, mas ela faz mesmo assim. No início é 1942 em Paris, e ocorre uma Batida Policial feita pela polícia Francesa. Sarah, uma criança de apenas 10 anos, acha que eles não os vão machucar, afinal são franceses, não nazistas. Os Franceses estão pegando todos os judeus e os levando para um lugar chamado Vélodrome D'Hiver (Velódromo de Inverno), e de lá eles seriam levados em trens para Auschwitz. Sarah tem um irmãozinho de 4 anos, Michel, eles estão com medo. Então Sarah tem a ideia, de esconder o irmão no armário, e promete a ele, que já vai voltar para buscá-lo. Ela deixa o pequeno Michel de 4 anos lá, escondido, e se apresenta para a polícia junto com os pais. Contudo, ela passa semanas naquele Velódromo. E ela jurou que buscaria o pequeno irmãozinho, ela fica inseparável da chave. Chega o dia em que os belos cabelos loiros são raspados para conter os piolhos. Nesse ponto, ela já foi separada do pai e da mãe, e só estão criança com elas. O pai e a mãe foram levados em trens de GADO para campos de concentração fora da França. Sarah tem uma amiga, Rachel, e ela tem um plano para escapar. Rachel tem 10 ou 11 anos. O resto das crianças são bem menores, como 6 ou 8 anos.



Rachel e Sarah se vestem com roupa puída para conseguir passar por sobre a cerca de arame farpado, e Rachel acabava de passar pela cerca quando um oficial grita com elas perguntando o que pensa que elas tavam fazendo. Sarah conhece esse oficial, era o mesmo que trabalhava na rua dela, que sorria para ela ás vezes. Ela implora dizendo que o irmão está trancado e sozinho, o oficial deixa as duas passaram, e dá dinheiro para elas. E pede que elas arranquem a estrela amarela com o nome JUDIA, da roupa. Passam fome e sede, e um dia e passa até que elas encontrem um casal de idosos Genevieve e Jules Dufaure. As crianças estavam bebendo a água do cachorro e dormindo na palha do Celeiro. O cachorro latiu, e Jules as encontrou. Ela explicou a situação para Jules, dias depois eles foram a Paris junto com ela, fingiram que ela era neta dela. Mas quando chegou a casa, uma família francesa, e estranha morava lá, a família Tezac. E um menino de 12 anos abriu a porta, e Sarah foi entrando, até encontrar o quarto que costumava ser o dela , e abrir o armário. Um cheiro fétido deu lugar, o pequeno Michel morreu de inanição, ficando semanas trancado 
naquele lugar. Ela prometeu que voltaria por ele, mas foi muito tarde. Sarah continuou a viver com o casal de idosos até os 20 anos, quando se mudou para os Estados Unidos e se casou com alguém chamado Richard, e teve um filho chamado William, que Julia conseguiu encontrar, mas Sarah nunca contou a origem dela a ninguém da família. Ela morre num acidente de carro em 1972. Agora eles pensam que foi suicídio. Quando Zoe, filha de 11 anos de Julia mostra uma criança vestindo numa estrela amarela a William, e ele percebe que é a mãe, este entra em choque e pede que nunca mais o contate. Futuramente, ele muda de ideia, encontra Julia e eles conversam sobre o passado. Na casa do pai dele, ele encontra um caderno vermelho e uma chave de latão, A CHAVE DE SARAH, e mostra para Julia, que a esse ponto está divorciada e vivendo em New York com a filha Zoe, e uma bebê de dois anos, fruto do primeiro casamento com Bertrand. Eles se separaram pois ele não queria a criança. Não queria ser pai numa idade avançada, e também porque amava outra mulher de nome Amelie. Então, Julia está num Café em Nova Iorque conversando com o filho de Sarah, William, vendo fotos antigas, traduzindo algumas coisas que Sarah escreveu em francês para o falecido Michel. Sobre que ninguém descobriria o segredo dela. E o livro termina.



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