NÃO se sinta desmotivado pela minha resenha, talvez você goste. Cuidado com os SPOILERS.
Honestamente, eu não entendi NADA de "ABSALOM ABSALOM". Faulkner não dava muito explicações, foi o que eu senti. E se dava era 300 páginas depois do acontecido. A história conta a vida do coronel Thomas Sutpen pelo olhar de Quentin, e de outras pessoas. Sutpen é convocado para a Guerra de Secessão, previamente ele se casa com Ellen, que morre em 1863. Depois ele ao voltar da Guerra se casa com a irmã desta. Então, ele morre em 1869. O livro usa termos como OITAVONA, que quer dizer que você tem 7/8 de sangue branco e 1/8 de sangue negro. Mostra um Sul ainda escravocrata. O que eu senti foi que era muito racista, aquele sul impregnando de ideias que o negro tem que ter um dono. E quando o negro falava era imitado com erros de gramática e concordância, realmente imitando alguém que não recebeu educação, que não foi à escola. É racista, a história, não o autor. O livro trata também do casamento entre irmãos, o incesto, mas como Toni Morrison diz na contra capa ter uma percentagem de sangue negro em você é muito pior que casar seu próprio irmão. É um livro consideravelmente grande de 400 páginas na minha edição da Companhia das Letras, e só possui 9 CAPÍTULOS. Outra coisa é que os parágrafos parecem intermináveis, senti que precisavam de um tempo para respirar entre palavras. Sérios, algum parágrafos duram 2 ou 3 páginas. ELE GANHOU O NOBEL nos anos 40. William Faulkner é também conhecido por ter escrito O SOM E A FÚRIA, em 1929, romance que trata também da família Compson. Foi o romance que o consagrou.
Comentários
Postar um comentário